Nunca soube expressar sentimentos com palavras, apenas inventar historias, supor coisas, fazer frases cantadas, harmonizar um texto, mas não expressar sentimentos, na verdade, nunca soube expressa-los de maneira alguma, sempre os mantive presos e quietos, e até que é bom, tentar viver como uma pessoa vazia que não pode ser magoada.
Mas há aqueles dias em que eles não se calam, aqueles dias em que querem sair de qualquer forma, aquelas dias em que preciso agarrar a um travesseiro e esmurra-lo com toda a minha força, quando não me aguento sobre minhas próprias pernas a caminho da escola, quando me sento no chuveiro e choro, e o barulho de minha dor é varrido pelo barulho do chuveiro e minhas lágrimas se misturam com as gotas e vão em direcção ao bueiro.
Nessas horas eu me sinto flutuando, parece que voltei a ser aquela criança de sete anos que não conseguia dormir durante a noite, que tinha medo e passeava pela casa com uma lanterna enquanto todos dormiam, que se sentava na cozinha esperando alguém acordar, que deitava na porta do quarto da mãe com a esperança que ela levantasse e me pusesse na cama, que, tinha medo de ser abandonada por todos, parece que voltei á aquela época de medos injustificaveis. Mas talvez eu não tenha crescido, talvez eu ainda seja aquela criança sonâmbula, talvez tudo seja aquela eterna insónia.
Eu prometi que postaria este texto, mesmo não gostando dele, mesmo sabendo que ele não faz sentido, e eu avisei, não sei expressar sentimentos, apenas palavras vazias.
sábado, 11 de dezembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Queria conhecer o vasto mundo que se dispunha sob meus pés
Fiz asas com penas de corvos
Resolvi voar até o sol
Quando olhei para baixo não mais podia ver a terra
O céu agora dispunha-se a minha frente
Voei, voei, voei.
Resolvi então procurar pelo chão
Caminhei pelo escuro até achar uma cidade vazia
Uma cidade onde sempre é noite, sempre tem um céu estrelado.
Uma cidade que parece ser feita de papel, as portas não abrem, não tem luz, o vento não bate.
Uma cidade vazia.
Um lugar bizarro...
Será que morri?
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Folhas ao vento
Continuo pensando como sempre, em ver todos felizes, cada vez mais quero ajudar mais as pessoas, as que conheço, as que gosto, as desconhecidas, as que não gosto.
Mas ainda não me sinto satisfeita, não quero simplesmente ajudar, quero vê-los felizes, quero andar na rua e ver todos felizes quando me virar antes de atravessar a rua. Quero ajudar mais do algumas pessoas! Quero deixar a todos felizes!
Meu coração se aperta ao ver um senhor sentado almoçando sozinho na padaria, ou uma criança que vê sua mãe andando pelo shopping pensando se ela não quer pega-lo no colo, ou um homem sentado em um banco na praça encarando seus sapatos, com uma marmita de um lado e uma pasta do outro, pensando se sua vida será assim para sempre.
Quero ver a todos eles felizes, quero contagia-los com um sorriso, passar ao lado do senhor da padaria sorrir e dizer "Bom Dia", olha para a criança fazer uma careta engraçada e rir para que ele se sinta melhor, passar pelo homem na praça e oferece-lo um refrigerante e mais um sorriso, quero aquecer a todos com um sorriso, um olhar...
Quem sabe assim eu não seja aquecida por um sorriso colectivo? Acho que assim, quem sabe os problemas de todo mundo não sejam levado como folhas ao vento, para longe de todos nós?
Mas ainda não me sinto satisfeita, não quero simplesmente ajudar, quero vê-los felizes, quero andar na rua e ver todos felizes quando me virar antes de atravessar a rua. Quero ajudar mais do algumas pessoas! Quero deixar a todos felizes!
Meu coração se aperta ao ver um senhor sentado almoçando sozinho na padaria, ou uma criança que vê sua mãe andando pelo shopping pensando se ela não quer pega-lo no colo, ou um homem sentado em um banco na praça encarando seus sapatos, com uma marmita de um lado e uma pasta do outro, pensando se sua vida será assim para sempre.
Quero ver a todos eles felizes, quero contagia-los com um sorriso, passar ao lado do senhor da padaria sorrir e dizer "Bom Dia", olha para a criança fazer uma careta engraçada e rir para que ele se sinta melhor, passar pelo homem na praça e oferece-lo um refrigerante e mais um sorriso, quero aquecer a todos com um sorriso, um olhar...
Quem sabe assim eu não seja aquecida por um sorriso colectivo? Acho que assim, quem sabe os problemas de todo mundo não sejam levado como folhas ao vento, para longe de todos nós?
domingo, 31 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Ela cambaleava de um canto para o outro da cela, me encarando. E mesmo com aquela mascara cobrindo metade de seu rosto assassino, eu sabia o que ela estava pensando, eu sabia sua expressão. Ela estava rindo, rindo de mim, queria gargalhar, estava caçoando do meu ódio, zombando do meu sofrimento. Foi então que percebi, que mesmo que ela ficasse la, presa para sempre naquela cela, com os pés acorrentados, sua boca fechada e seu corpo amarrado com a camisa de força, mesmo assim, ela me seguiria para sempre e para sempre me assombraria.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Meu Inconciente
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Anjo Da Guerra
Uma moça de vestido branco carregando uma harpa senta-se a beira de um penhasco disposto
acima de um vilarejo. Ela olha por alguns minutos aquela doce aldeia, até a chegada de barbaros que começam a destruir e pilhar tudo. Entao ela poe levemente seus dedos sobre as cordas que começam a tocar-se como se sozinhas enquanto a moça canta:
Uma noite tão linda
cheia de agonia
o fogo na aldeia
a mata em chamas
uma noite tão linda
o cheiro da morte
o calor da carniça
inimigos da sorte
A medida a que ela canta, seu vestido vai sendo tingido do sangue dos mortos da guerra.
e a noite que vira
até o amanhecer
com gritos dos mudos
a desaparecer
e as moças levadas
pelos barbaros
choram seus prantos
pelos homens deixados
E então com um leve gesto, a moça se levanta e caminha em direcçao ao nascer do sol. Sua harpa se transforma em duas asas douradas, que a levam para longe, e quando o vento sopra em suas penas feitas de cordas, uma doce melodia é espalhada sobre a terra morta.
acima de um vilarejo. Ela olha por alguns minutos aquela doce aldeia, até a chegada de barbaros que começam a destruir e pilhar tudo. Entao ela poe levemente seus dedos sobre as cordas que começam a tocar-se como se sozinhas enquanto a moça canta:
Uma noite tão linda
cheia de agonia
o fogo na aldeia
a mata em chamas
uma noite tão linda
o cheiro da morte
o calor da carniça
inimigos da sorte
A medida a que ela canta, seu vestido vai sendo tingido do sangue dos mortos da guerra.
e a noite que vira
até o amanhecer
com gritos dos mudos
a desaparecer
e as moças levadas
pelos barbaros
choram seus prantos
pelos homens deixados
E então com um leve gesto, a moça se levanta e caminha em direcçao ao nascer do sol. Sua harpa se transforma em duas asas douradas, que a levam para longe, e quando o vento sopra em suas penas feitas de cordas, uma doce melodia é espalhada sobre a terra morta.
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