segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Brilho Intenso

um sentimento de fúria sobe pelo meu corpo

o vazio toma conta de mim

sinto que o que me torna tudo

pode me reduzir a nada

sinto-me flutuando no escuro novamente

perdida e sem rumo nas trevas

sinto que o mundo se dissolveu em meu abraço

e que seus restos se afastam lentamente

me arrasto cegamente a procura de uma luz

e a vejo

tão frágil e sensível ao meu toque

tenho medo de me aproximar

de deixar que ela tome conta de mim

de me entregar a aquela luz

quero sentir-me parte deste calor intenso

quero sentir-me necessária para este brilho

quero agarra-lo com unhas e dentes

mas tenho medo de machuca-lo

tão sensível

apenas quero fazer parte desta luz

domingo, 28 de agosto de 2011

Onde os olhos veem um campo vazio
eu vejo faunos e fadas festejando
em um céu azul e limpo
eu vejo pássaros dourados voando

na densa neblina de um bosque
eu vejo um mundo de fantasias
e em uma simples porta de um quarto
eu vejo um portal para um mundo inimaginável

quarta-feira, 27 de julho de 2011

vago comigo mesma


procurando por mim mesma


num espelho sem reflexo


vago a procura de mim mesma


onde eu mesma me enviei


me jogando aos leoes


nessa busca tao feroz


busco por outrora


quando brincava de correr


e na busca por mim mesma


eu me perco.


me solto de minhas maos


e caio na mais profunda solidao


onde ninguem me achara


nem eu mesma


e a duvida me é um estrondo


realmente me perdi?


ou me escondo?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

luar frio ilumina o céu de chamas

noite alucinante assume meus pensamentos

deito-me no sossego da noite

com a grama pinicando meu rosto



sinto o orvalho molhando meu corpo

que afunda na terra úmida

guardadora de historias e memórias

alojadora de corpos



deixo a lua hipnotizar meu olhar

deixo que me absorva por completo

que leve minha alma para cima


enquanto a terra engole meu corpo para baixo

terça-feira, 14 de junho de 2011

Frágil, Falsa, Agil

tão fragilmente feliz
num segundo seu mar de rosas incendeia
Teu sorriso ofuscante desmancha-se

teu equilíbrio delicado
passa de risadas falsas
a lágrimas tão sinceras

tuas verdades tão rasas
a todos pode enganar
mas por quanto tempo enganará a si mesma?

Quando chove eu me lembro

Quando chove eu me lembro
De coisas velhas e apagadas
Talvez lembranças inventadas
Do vento batendo nas folhas
Do barulho do mar verde

Quando chove eu me lembro
De tragédias fantasiadas
De dramas tramadas
Do som da chuva inspiradora
Criando historias inimagináveis

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Nostalgia

Cada quarto é como velho e novo
é emocionante ver como estão
e ao mesmo tempo
decepcionante gostar de como eram

Correr pelos quintais
lembrar das brincadeiras
debruçar-se nas janelas de vidro
agir como criança

Cada canto tem uma historia
cada historia uma lembrança
lembranças essas
que me causam tamanha nostalgia